








Miranda do Corvo é uma vila portuguesa no Distrito de Coimbra, região Centro e subregião do Pinhal Interior Norte, com cerca de 7 500 habitantes.
É sede de um município com 126,98 km² de área e 13 622 habitantes (2006), subdividido em 5 freguesias: Miranda do Corvo, Semide, Vila Nova, Lamas e Rio de Vide. O município é limitado a nordeste pelo município de Vila Nova de Poiares, a leste pela Lousã, a sueste por Figueiró dos Vinhos, a sudoeste por Penela, a oeste por Condeixa-a-Nova e a noroeste por Coimbra. O território do concelho de Miranda do Corvo é atravessado pelos Rio Ceira, pelo Rio Dueça e pelo Rio Alheda.
Sobressaem os altos de Salgueiro, Espigão, Tróia e Pessegueiro. A área principal do concelho corresponde às freguesias de Miranda e Vila Nova, situadas, quase na totalidade, na extensa bacia fértil que vai da vila até ao sopé da serra que corre da Lousã para o Espinhal e que, no concelho, toma os nomes de Espinho e de Miranda; a parte norte é acidentada, e a serra de Semide, que vem do Ceira até à vila, abriga as freguesias de Semide e Rio de Vide.
Pelo sul, o concelho é delimitado pela serra e pelas ondulações irregulares que ligam com Penela. A parte poente é constituída pela freguesia de Lamas, formada por terras que lhe dão o nome e onde predomina o cultivo da vinha.
O concelho é contemplado pelo rio Dueça nascido na vizinha Penela, orientado no sentido S-N e que tem como principal afluente a ribeira do Alhêda, que nasce próximo da aldeia serrana do Gondramaz, e atravessa a vila. Esta é atravessada pela estrada nº. 342 que, de Lamas, segue para a Lousã; e pela nº. 17-1 que vem de Semide e segue para o Espinhal. Uma nova via rápida vai ligar Condeixa à Lousã.
Economicamente assiste-se a um intensificar do sector terciário em desproveito do primário. A indústria tem alguns exemplos. A vila é servida pela linha férrea do “Ramal da Lousã” que, entre Miranda e Coimbra, nos dá a conhecer a bela mata da Trêmoa, outrora foreira do cabido da Sé de Coimbra.
Recebeu foral de D. Afonso Henriques a 19 de Novembro de 1136.
