








Artesanato
Rendas
No séc. XII foi fundado, em Semide, um mosteiro das religiosas beneditinas, onde segundo a tradição se executaram rendas mais tarde usadas nas festas religiosas, não só para ornamentar os altares mas também para as vestes e paramentos. Nesta povoação existem ainda rendeiras que trabalham em suas próprias casas havendo uma ajuntadeira que recolhe os trabalhos para posterior venda. Esta tradição da ajuntadeira tem passado de mães para filhas, assim como os desenhos que, de geração em geração, vão sendo doados como herança. As rendas são hoje executadas em fio de algodão muito fino, preso ao ombro num pequeno búzio, mais tarde ganhando o nome de “rendas engomadas“, já que, depois de prontas, levam um banho de goma, que não só lhes dá maior durabilidade mas também as torna mais abertas.
Cestaria
Com o acentuado decréscimo da actividade agrícola, também esta forma de artesanato entrou em franco declínio, já que era aquela que absorvia quase toda a produção cesteira. No entanto esta arte – que consta do entrelaçamento de matérias primas de origem vegetal (castanho, acácia, vime e outros) – ainda é visível nos lugares do Torno, Cardeal e Casal das Cortes, aldeias da serra de Vila Nova. É uma actividade artesanal atraente e de grande destreza manual que desenvolve, ao mesmo tempo, o espírito de observação e o sentido de tacto. É visível ainda em lugares das freguesias de Vila Nova e Rio de Vide, como foi dito.
Latoaria
A latoaria é uma actividade artesanal que, através da produção de objectos como sejam funis, almotolias, alcatruzes, candeeiros de azeite, ladras e outras mais, responde a necessidades do quotidiano comum. A folha de Flandres, a folha de zinco, a folha de alumínio e a chapa zincada são as matérias-primas mais utilizadas. As ferramentas e utensílios usados são os seguintes: bigorna, fieira, prancha, compasso, ferro de soldar, tesoura, talhadeira, bitola, lima, ponteiro, martelo de pena e bola, furador, maço de madeira, riscador de metal, escala metálica. O aparecimento de outras matérias-primas (por exemplo, o plástico) trouxe a decadência desta actividade artesanal. Encontra-se, sobretudo, nas freguesias de Miranda do Corvo e Lamas.
Tecelagem
Ganha de facto consistência o pensamento de que foi a presença árabe no nosso país que originou a tecelagem. É de facto notória a semelhança entre os teares persas e os que existem na nossa região. A tecelagem desta região é a chamada tecelagem de Almalaguês, a qual, se diferencia da chamada tapeçaria regional de Coimbra. A “Tecelagem de Almalaguês” é uma tecelagem bordada em puxados e executada exclusivamente em fio de algodão. A tecelagem encontra-se nas freguesias de Miranda do Corvo (rendas, tapeçaria, colchas de trapos), Lamas (tapeçaria, rendas, bordados), Rio de Vide (bordados, rendas, tapeçaria) e Semide (rendas, bordados).
Tanoaria
Sem dúvida ligada a uma região desde sempre produtora de vinhos, é possível encontrar ainda alguns resquícios desta actividade na freguesia de Lamas.
Escultura
A figura de Carlos Rodrigues é, por si só, motivo mais que bastante para conhecer a sua obra, projectada já em todo o país e além fronteiras aproveitando ainda para conhecer essa bela aldeia serrana que é o Gondramaz na freguesia de Vila Nova.
